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Tudo bem.

Devo dizer que nos últimos meses tenho visto e ouvido muitas coisas, principalmente acerca da quarentena e da Covid-19. Os tempos se alteraram sem que tenhamos tomado conhecimento, bem abaixo de nossos olhos o ritmo mudou, tudo parou e a sociedade precisou se reinventar, de repente uma onda surpreendente de conselheiros e influenciadores explodiu nas redes sociais. Tudo se tornou digital, as reuniões, os encontros, as festas e até a diversão. De fato, não foi de todo ruim, muitas pessoas se adaptaram, negócios cresceram, oportunidades apareceram... Mas sempre há o outro lado, as pessoas que perderam seus entes queridos, seus empregos... Não estou aqui para lamentar, não é minha intenção. Tenho como objetivo apenas passar algumas poucas palavras para você que está do outro lado da tela, sim, você que vê constantemente nas redes as pessoas felizes, alguns cumprindo a quarentena, outros não (o que não é certo, obviamente), mas mesmo assim se sente de alguma forma incomodado, por que v...

Quanto tempo dura um abraço?

  Estes dias o Facebook me trouxe a recordação de uma publicação feita por mim a quatro anos atrás, publicação esta que intitula o convite a reflexão desta semana, e que nos faz tanta falta neste período de pandemia, por isso desejo compartilhar com vocês. A publicação dizia o seguinte: "Pode parecer uma pergunta simples, mas não é. Você já parou para pensar quando foi a última vez que você parou e abraçou alguém? Mas não por ter motivos, como aniversário, formatura, falecimento, etc, apenas por abraçar, apenas por querer demonstrar àquela pessoa que ela é especial para você, que você se importa com ela. Não, sério você nunca fez isso? Você nunca ousou dizer que ama alguém com um simples ato? Nossa, você não sabe o que está perdendo. Mas sabe de uma coisa, não perca mais tempo, abrace a pessoa que está ao teu lado agora, não tenha vergonha, acredite, muitas vezes um simples abraço pode fazer uma imensa diferença. Pois, muitas vezes, as pessoas com quem tanto nos importamos p...

Princípio e Fim

Olá querido e amado irmão, escrevo-lhe sobre dois sentimentos e certezas dos quais, em nossa humanidade, são presentes e constantes, porém um mais forte que o outro, e um deles sempre nos parece esquecido, mas quando aparece nos impele ao medo, por isso eis a questão primordial desta reflexão, porque temer? Se, outrora o sentimento de princípio e fim nos é certo, em meio a nossa profissão de fé é bíblico, e em nossa humanidade fora, por diversas vezes, o cerne da literatura, porque temer?    Caríssimo, hoje recordamos teu início e nos aproximamos de teu fim, como é belo e assustador poder dizer estas palavras, mas como é magnifico poder contemplá-las, neste dia estás a receber centenas de mensagens de felicitações por concluir mais um ciclo de tua existência, mas, e quanto o aproximar-se de teu fim, estás preparado? Não desejo felicitar-te pelo homem que hoje és, muito menos pelas ações que realizaste enquanto homem ou enquanto cristão, mas sim, lhe convidar a comtempl...

Ao passar de uma brisa suave

Quantos de nós já escutamos diante de uma despedida a celebre frase “A vida é como uma vela acessa, que ao passar de uma brisa um pouco mais forte pode apagar chegando ao seu fim.” Diante de nossa atual realidade, vemos diversas chamas se apagando, vemos a luz se dissipando e as trevas da dor cada vez tomando mais espaço, diariamente, vemos familiares, amigos e colegas chorando a passagem desta brisa, não forte eu diria, mas suave, que a irmã morte traz consigo, e junto dela, perdemos o calor e nos encontramos diante de um abraço gélido e triste. Esta realidade dolorida, sombria, triste e por vezes sem sentido, nos causa pavor e medo, porém, mesmo assim insistimos em dizer que tudo está bem, que logo vai passar, tentamos nos esconder e fugir de nossa nova normalidade, apesar de não concordar com esse termo, é o que vivemos agora. Uma realidade anormal, dura, insensível, onde pessoas se tornam números e dados estatísticos, onde a vida para uma parte da população perdeu seu valor...

A Oração que Transforma

Olá, tudo bem? Espero que sim. Já se passaram algumas semanas após nossa última reflexão, neste tempo estive colocando em prática a terceira publicação do SOS carmelitano. Como foi explanado nas outras publicações, se trata não de um pedido de socorro, ou talvez seja, dependendo de cada perspectiva, mas, da vivência pessoal do Silêncio, da Oração e da Solidão. Ao trilharmos este caminho, que não se trata de uma reflexão dogmática ou científica, desejo partilhar com vocês minha experiência enquanto prática orante, dialogal e contemplativa, aquilo que vivencio em meu diálogo para com Deus. E por meio desta experiência chegamos a nossa terceira e última publicação sobre o SOS carmelitano.  Ora, como vimos ao refletirmos sobre o Silêncio e a Solidão nas duas primeiras publicações, a solidão traz à luz nossos monstros interiores e o silêncio dá voz aos monstros que tanto nos assustam e por vezes temos a tendência de fugir por medo, porém, é por meio da oração que perdemos este med...

Diversidade em Cores

Durante este mês e de forma mais específica, neste domingo 28 de junho, celebramos o dia do Orgulho LGBTQI+, em recordação à Revolta de Stonewall na cidade de Nova York em 1969, porém, mais do que celebrar o orgulho da existência de uma minoria, neste dia celebramos a diversidade de um povo.   Sendo assim, lhe convido neste momento, antes de mais nada, a despir-se de seus conceitos e preconceitos, dogmas e achismos, para que possamos refletir sobre a Diversidade em Cores, sobre a diversidade que é a vida.   Mas do que refletir sobre a diversidade humana, esta publicação é um tributo. Uma homenagem, àqueles e àquelas que, durante muito tempo celebraram o orgulho de ser quem são, sem medo ou vergonha, e que hoje, já não podem celebrar a dádiva de sua existência. Aos meus amigos que foram brutalmente retirados de nosso meio, e a todos que tiveram suas vidas ceifadas ou foram humilhados e excluídos, simplesmente por serem diferentes, por serem taxados como esquisitos ...

Silêncio

Olá, tudo bem? Espero que sim. Como dito em nossa última publicação, durante estes dias de pandemia e isolamento social, recordei uma pequena parte, porém significativa, de minha existência, minha inclusão ao Carmelo. Enquanto ex-carmelita, me acostumei ao silêncio a oração e a solidão, o SOS carmelitano, que como dito anteriormente ao realizar uma explanação diante da irmã solidão, não se trata de um pedido de socorro, ou talvez sim, depende de cada perspectiva.   Diante deste fato, resolvi compor três publicações, refletindo de forma pessoal, não dogmática ou cientifica, estes três estados existenciais a nossa sociedade, humanidade e espiritualidade, do qual o Silêncio e a Solidão são aqueles que mais nos apavora. Neste tempo de pandemia e isolamento eles são constantes, e a Oração torna-se muitas vezes nosso porto seguro, mas está, deixarei para a terceira publicação. Como supracitado, hoje iremos refletir um pouco sobre o silêncio e seu significado tanto humano quanto d...