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Mostrando postagens de junho, 2020

Diversidade em Cores

Durante este mês e de forma mais específica, neste domingo 28 de junho, celebramos o dia do Orgulho LGBTQI+, em recordação à Revolta de Stonewall na cidade de Nova York em 1969, porém, mais do que celebrar o orgulho da existência de uma minoria, neste dia celebramos a diversidade de um povo.   Sendo assim, lhe convido neste momento, antes de mais nada, a despir-se de seus conceitos e preconceitos, dogmas e achismos, para que possamos refletir sobre a Diversidade em Cores, sobre a diversidade que é a vida.   Mas do que refletir sobre a diversidade humana, esta publicação é um tributo. Uma homenagem, àqueles e àquelas que, durante muito tempo celebraram o orgulho de ser quem são, sem medo ou vergonha, e que hoje, já não podem celebrar a dádiva de sua existência. Aos meus amigos que foram brutalmente retirados de nosso meio, e a todos que tiveram suas vidas ceifadas ou foram humilhados e excluídos, simplesmente por serem diferentes, por serem taxados como esquisitos ...

Silêncio

Olá, tudo bem? Espero que sim. Como dito em nossa última publicação, durante estes dias de pandemia e isolamento social, recordei uma pequena parte, porém significativa, de minha existência, minha inclusão ao Carmelo. Enquanto ex-carmelita, me acostumei ao silêncio a oração e a solidão, o SOS carmelitano, que como dito anteriormente ao realizar uma explanação diante da irmã solidão, não se trata de um pedido de socorro, ou talvez sim, depende de cada perspectiva.   Diante deste fato, resolvi compor três publicações, refletindo de forma pessoal, não dogmática ou cientifica, estes três estados existenciais a nossa sociedade, humanidade e espiritualidade, do qual o Silêncio e a Solidão são aqueles que mais nos apavora. Neste tempo de pandemia e isolamento eles são constantes, e a Oração torna-se muitas vezes nosso porto seguro, mas está, deixarei para a terceira publicação. Como supracitado, hoje iremos refletir um pouco sobre o silêncio e seu significado tanto humano quanto d...

Solidão

Estes dias recordei um momento em particular de minha vida, minha estada no Carmelo, onde aprendi um pouco mais sobre a Solidão, a Oração e o Silêncio. Refletindo um pouco sobre a pandemia e estes sentimentos, atitudes ou comportamentos que nos assolam, resolvi fazer uma reflexão por meio de momentos que vivenciei, com três publicações referentes ao SOS carmelitano que sempre experimentei antes e depois do Carmelo. Este SOS não se trata de um pedido de socorro; pensando melhor, pode sim, ser considerado um, mas se dará de acordo com cada perspectiva e experiência, porém, aqui será apenas meu conhecimento sobre o Silêncio, a Oração e a Solidão, três irmãos existenciais que nos causam certos sentimentos. À priori, desejo falar sobre a irmã Solidão, esta, que nestes dias tenho convivido de forma mais intensa. Lembro que, o que aqui está não são preceitos dogmáticos ou científicos, apenas vivencias e concepções pessoais deste indigno e pretensioso projeto de escritor. Para falar sobre...

A Arte de Chorar

Em tempos de Pandemia o choro anda livre, você não acha? Sendo assim, você já parou para pensar um pouco sobre a arte de chorar? Sim, isso mesmo que você acabou de ler, “a arte de chorar”, com ou sem plateia, por dor ou alegria, ou por um simples desejo e vontade, seja dentro do isolamento ou até mesmo contemplando uma paisagem, ou sua própria existência. Há quem diga que chorar faz bem, outros que detestam tal aspecto tão natural e humano, inclusive este que vos fala faz parte deste segundo grupo. Porém bem sei que não podemos fugir de nossa humanidade, e acabamos cedendo às lágrimas, que muitas vezes contrariamente a nossa vontade, acabam por acariciar nossa face. E ao sentir as lágrimas que, ora gélida pela brisa que passa e vem em seu auxilio, ora quente pelo calor do nosso corpo, acabam escorrendo sorrateiramente, nos deixando despidos de nossas armaduras pessoais, em uma completa nudez existencial. Mais do que expressar a alegria ou a dor, as lágrimas têm o poder de express...

Minha Cor!

  Minha COR não me define e nunca definira! Ela é um fragmento do meu ser, e não me faz cantar, que não sou inferior ou superior, melhor ou pior, não sou negro pelo pecado, muito menos por ser macaco, ou da África mãe ter sido tirado e escravizado, não sou negro, ou preto, cinza ou tição, sou filho da terra, sou guerreiro sou irmão. Minha COR não me defini, e jamais definira! Porque a cor do meu corpo vai além do teu olhar, vai além do teu falar, vai além do teu pensar, porque o sol que me queima também pode te queimar. Minha COR não me define e não definira! Sou muito mais do que a pele pode dizer ou gritar, eu sou sonho, sou solidão, sou suor e oração.  Minha COR não me define nem você definira! Vou além dos teus preceitos e do teu jeito de falar, que reverbera preconceito e racismo ao andar.  Minha COR não me define e nem definira! Vou além do julgamento, e de todo limiar, indo em busca do respeito, vou lutar e conquistar.  Minha Cor Não me define e ...