Quanto tempo dura um abraço?
Estes
dias o Facebook me trouxe a recordação de uma publicação feita por mim a quatro
anos atrás, publicação esta que intitula o convite a reflexão desta semana, e
que nos faz tanta falta neste período de pandemia, por isso desejo compartilhar
com vocês. A publicação dizia o seguinte:
"Pode parecer uma
pergunta simples, mas não é. Você já parou para pensar quando foi a última vez
que você parou e abraçou alguém? Mas não por ter motivos, como aniversário,
formatura, falecimento, etc, apenas por abraçar, apenas por querer demonstrar àquela
pessoa que ela é especial para você, que você se importa com ela. Não, sério
você nunca fez isso? Você nunca ousou dizer que ama alguém com um simples ato?
Nossa, você não sabe o que está perdendo.
Mas sabe de uma coisa,
não perca mais tempo, abrace a pessoa que está ao teu lado agora, não tenha
vergonha, acredite, muitas vezes um simples abraço pode fazer uma imensa
diferença. Pois, muitas vezes, as pessoas com quem tanto nos importamos podem
estar com um sorriso no rosto e com lágrimas no coração e não sabemos.
Muitas vezes ela está a gritar, "Me
abrace por favor!" E não percebermos. Pois é meu amigo, sabe quanto tempo
dura um abraço? eu te digo, pode durar uma eternidade pois quando é verdadeiro,
nem os milésimos de segundos podem acabar com este abraço.
Você sabe qual é o mal do
século hoje? Muitos dizem ser a depressão, mas acredite, não é! O mal do século
hoje é a falta de amor ao próximo, a falta de carinho, já não ligamos, mais com
o sofrimento alheio, só pensamos em nós mesmos, em ter o celular de última
geração, o carro do ano, etc, por isso eu te convido, larga agora o teu
celular, tablete, smartphone, sai da frente do computador e abraça neste
momento alguém além da tecnologia que você está usando, faça alguém feliz hoje,
com este simples ato, vai não tenha medo nem vergonha, apenas abrace. "
Recordo-me que na
época o que me motivou a escrever esta mensagem fora o questionamento de um
amigo “Luiz, quanto tempo dura um abraço?” E confesso que apesar de saber o
valor que um abraço tem, até aquele momento eu nunca o valorizava tanto, e
percebo que ainda não o faço e que preciso mudar isso, visto que nunca fui
adepto de contatos físicos fora o bom e velho aperto de mãos.
No
momento em que fui questionado sobre o tempo do abraço, recordei de meu irmão
Roney, que um dia, durante o postulado no Carmelo, quando passamos pelo
corredor em direções opostas, e ao vê-lo percebi que estava um pouco triste
então ao perguntar o motivo de sua tristeza ele apenas me pediu um abraço, e
ali, tentou conter suas lágrimas, naquele momento percebi que amar
verdadeiramente não está apenas nas palavras, mas também nos pequenos atos e
gestos de amor.
Aprendi
desde então e reafirmo o que falei na publicação a quatro anos atrás, aquilo
que acredito, um abraço não responde ao limiar temporal de nossa humanidade, um
abraço é atemporal, ele é a cura para dor e o sentido da alegria, é o amar em
gestos sem precisar de palavras, é o poder dizer em silêncio estou aqui!, quantos de nós hoje
sentimos a falta de um abraço das pessoas que amamos e se foram, ou devido a
pandemia e o isolamento estão distante de nós, e suportar a ausência deste
abraço também é um prova de amor para quem queremos bem.
Acredito
que nem tudo deve ser dor nesta pandemia, mas aprendizado e crescimento, e um
dos maiores aprendizados que a vida em sua forma misteriosa de nos conduzir,
nos ensina. É o valor dos pequenos gestos, das pequenas coisas, é o amar cada
momento e saborear cada segundo que temos aqui, a pandemia irá passar e logo
poderemos voltar a nos amar em pequenos gestos de amor e gratidão, sendo hoje o
maior gesto de amor pelo próximo permanecer em casa aqueles que podem, e
abraçar os seus, aqueles que estão em sua casa enfrentando esta luta ao seu
lado e que muitas vezes não conseguem exprimir em palavras o que estão sentido
e só precisam do teu abraço.
Quando
tudo isso passar, que possamos ser mais humanos, e quem sabe “for auld lang syne, my dear,
for auld lang syne, we'll tak a cup o'kindness yet, for auld lang syne.” (Pelos bons e
velhos tempos, meu caro. Pelos bons e velhos tempos. Ainda beberemos um copo de
bondade, pelos bons e velhos tempos) e assim poder dizer, um abraço dura o
tempo do amar.
Ameeei!
ResponderExcluirAmeei
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